Conhecido por sua coloração preta, o carvão mineral é um minério extraído do subsolo através do processo de mineração. Basicamente ele é um combustível fóssil, constituído por átomos de magnésio e carbono. Saiba mais sobre a exploração de carvão mineral no Brasil.

Apesar de ser um mineral não renovável, entre os minérios de combustíveis fósseis, ele se destaca por ter a maior reserva de combustível natural do planeta. Sendo a Rússia o país que mais produz carvão mineral no mundo. Assim como em outros países, o carvão mineral no Brasil também é explorado, porém em menor escala.

Como é formado o carvão mineral?

A formação desse combustível fóssil ocorreu há 300 milhões de anos, devido a galhos, troncos, folhas e raízes de grandes árvores que depois de mortas foram soterrados por sedimentos. Mas foi graças à alta pressão e elevadas temperaturas que esses fragmentos de vegetais gradativamente se transformaram no carvão mineral.

O processo de transformação do carvão é definido em estágios. A princípio se constitui a turfa, posteriormente o linhito, depois o carvão betuminoso e por fim o antracito que é uma forma mais pura do carvão mineral, ele é rico em carbono, compacto, duro e não produz cheiro durante sua queima.

Após passar por processo físico-químico, o antracito apresenta excelentes propriedades para o uso em filtros. Visto que ele não retém a água e dessa forma, possibilita maior taxa de filtragem.

Importância histórica do carvão mineral

O carvão mineral no Brasil e no mundo marcou momentos decisivos da história mundial. Desde a sua descoberta, provavelmente na idade da pedra lascada, quando era utilizado para aquecer os primeiros habitantes do planeta em cavernas, o carvão mineral foi ganhando espaço e reconhecimento.

A ampla utilização do carvão mineral ocorreu durante a Primeira Revolução industrial. O carvão mineral tornou-se a base principal da industrialização no planeta. Por volta de 1880, o carvão foi muito utilizado para geração de energia. Cerca de 97% da energia consumida era gerada pelo carvão mineral.

Quase 100 anos depois do seu ápice de exploração, esse mineral perdeu espaço e passou a gerar apenas 12% de tal energia, graças ao petróleo. Com o passar dos anos ocorreu uma grande crise e houve aumento no petróleo, assim o carvão mineral ganhou espaço.

Desde 1973, esse mineral voltou a gerar energia em maior escala e até 2004, gerou cerca de 23% de energia para o mundo. O carvão mineral no Brasil é utilizado desde 1827 e continua a aquecer a indústria nacional.

Principais jazidas de carvão mineral no Brasil

Desde 1827, esse minério negro já era explorado no Brasil, uma empresa inglesa fazia a extração nas minas localizadas em Santa Catarina. Porém, oficialmente, a primeira jazida de carvão mineral no Brasil foi aberta em 1855, em Arroio dos Ratos.

Atualmente a maior concentração de mineração desse carvão no Brasil está situada na região sul. As principais reservas de carvão já identificadas integram os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e em demais estados que produzem o carvão em menor quantidade.

A produção desse mineral no país abrange em grande escala o carvão tipo sub-betuminoso e betuminoso, encontrado em São Paulo. Já nas demais jazidas de carvão do país predominam o carvão tipo linhito e sub-betuminoso. Sendo a maior jazida do país, situada em Candiota, RS, com reservas de aproximadamente 7 bilhões de toneladas.

Utilização do carvão mineral e importação

Apesar de haver extração de carvão mineral no Brasil, o país necessita ainda importar cerca de 50% do carvão consumido. Pois o carvão produzido no país é de baixa qualidade, por possuir menor concentração de carbono.

Entre os países que suprem o Brasil com carvão mineral está a África do Sul, EUA e Austrália. Todavia, internamente as usinas termelétricas, como por exemplo, a usina do Vale do Rio Jacuí, encontrada no Rio Grande do Sul e a Vale do Rio Tubarão, em Santa Catarina suprem boa parte do mercado interno.

 O carvão mineral e a economia

O carvão mineral no Brasil abastece a economia, em especial as usinas termelétricas que consomem cerca de 85% da produção. Já a indústria de cimento no país é abastecida com aproximadamente 6% desse carvão. Restando 4% para produção de papel celulose e apenas 5% nas indústrias de alimentos, cerâmicas e grãos.

Mundialmente o carvão também é utilizado na produção de cosméticos, gás carbonífero, e entre tantos produtos, estão os subprodutos do carvão que constituem os materiais sintéticos.

Impactos Ambientais

De um lado o carvão é um estimado mineral que fomenta os meios de produção. Mas em contrapartida esse mesmo mineral pode causar impactos ambientais relevantes.

A extração pode poluir recursos hídricos subterrâneos, solo, rios, causando a mortandade de peixes e evasão de animais selvagens. Esse tipo de exploração também gera poluição do ar e causa deformidades no relevo. Sendo imprescindível o manejo consciente desse mineral.

A previsão é que esse importante material continue a abastecer a humanidade por mais 100 anos. De maneira que será possível continuar a utilizar o carvão nos processos de geração de energia e industrialização. Todavia, para prevenir danos ambientais e graças à inovação tecnológica, esse mineral deve ser utilizado de maneira mais sustentável, sem excessos.

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