Os trabalhos realizados pelo técnico em mineração com testemunhos de sondagem rotativa na fase de pesquisa, tornam-se necessários para facilitar a descrição e a amostragem do furo realizado. Mas para que tudo saia perfeito e com poucas possibilidades de erro, sugerimos que os trabalhos com testemunhos de sondagem sigam as etapas na ordem a seguir.

Primeiro Parágrafo

Conferência das manobras

O trabalho deve iniciar no momento em que as caixas são recebidas no galpão de testemunhos de sondagem, as mesmas devem ser colocadas em ordem na bancada para que o trabalho seja realizado. De posse do boletim de sondagem (o boletim dever ser entregue junto com as caixas) e uma trena, os avanços e recuperações (manobras) devem ser checados um por um, esticando a trena entre os tacos, atentando para erros que podem existir tanto no boletim de sondagem como nos toquinhos posicionados entre as manobras.

Conferido e confirmado a exatidão dos dados impressos no boletim de nos toquinhos, prossegue-se para o próximo passo. Caso algum erro seja encontrado, o mesmo deve ser informado ao supervisor de sondagem, o qual irá solicitar à correção. Em alguns casos, como números impressos errados em um só toquinho, os erros podem ser corrigidos pela equipe de galpão.

Marcação metro a metro em testemunhos de sondagem rotativa

Esta marcação oferece segurança na hora da amostragem do furo e na descrição dos contatos geológicos, sendo de extrema importância a sua aplicação.

Nesta etapa, quando a recuperação se dá 100%, a marcação procede normalmente. Observa-se a profundidade do toquinho anterior e verifica o faltante para completar o metro procurado, ao esticar o valor faltante na trena, partindo do toquinho observado, encontramos o local onde deve ser marcado. A marcação dever ser feita, provisoriamente, na lateral esquerda da divisória da caixa de testemunhos de sondagem.

Exemplo: Profundidade: 21,30m + 0,70m = 22,00m.

Se a profundidade é 21,30m, devemos esticar 0,70m na trena e fazer uma marca com pincel permanente na lateral esquerda da caixa onde, posteriormente, será aberta uma pequena cava para a marcação da profundidade  naquele ponto.

Caso há perca ou empolamento de material, usa-se a seguinte fórmula de correção:

 R/A x INTEVALO MEDIDO

Onde:

R=recuperação;

A=avanço:

INTERVALO MEDIDO=Faltante para o metro.

O resultado obtido deve ser esticado na trena e marcado na lateral esquerda, com o mesmo objetivo descrito acima.

Marcação de testeiras – Fechamento de caixa

Testemunhos de sondagem rotativa
Testemunhos de sondagem rotativa

Assim que a etapa anterior for concluída, passa-se para o fechamento de caixa. O objetivo é marcar em qual profundidade se iniciou e terminou todas as caixas. Esses dados serão fixados na parte frontal da caixa, para uma identificação mais rápida da profundidade do furo na hora do manuseio das caixas de testemunhos de sondagem.

Com 100% de recuperação de material, verifica-se a profundidade do último taco ou da última marcação metro a metro contida na caixa e soma-se a este o comprimento restante de material até o final da caixa de testemunho de sondagem. O resultado obtido dever ser registrado em uma planilha verificando-se sempre a numeração das caixas e os valores iniciais de cada testeira. Esses valores serão impressos, posteriormente, em uma placa de alumínio com todos os dados do furo.

Caso a manobra em questão tenha havido perda ou empolamento, utiliza-se a seguinte fórmula:

 A/R x COMPRIMENTO RESTANTE DO MATERIAL + PROFUNDIDADE DO ÚLTIMO TACO.

O resultado será a profundidade do final da caixa.

Finalizando as marcações

Ao final destas três etapas, as marcações provisórias deverão ser raspadas, de modo que o atrito entre as caixas, quando manipuladas, não deteriore as informações ali registradas.

Uma pequena cava deverá ser feita com o auxílio de formão e martelo e pintadas de branco com tinta lavável. Esse procedimento deverá ser efetuado nas marcações de metro a metro e no início e final de cada caixa de testemunho de sondagem. Assim que a tinta estiver devidamente seca, as informações devem ser escritas com pincel industrial.

Com base na planilha preenchida na etapa de marcação de testeiras, a empresa de sondagem fará a confecção de placas em alumínio, a serem fixadas na parte frontal de cada caixa de testemunhos de sondagem. Ao receber as plaquetas numeradas, conferir e fixá-las, caso as mesmas estejam elaboradas corretamente.

Aconselha-se que as frentes das caixas de testemunhos de sondagem também deverão ser pintadas de branco.

Registro fotográfico

Com todas as caixas devidamente marcadas, deve-se efetuar o registro fotográfico das caixas de testemunhos de sondagem atentando para que as anotações de início e fim de caixa estejam nítidas na imagem. Utilizar uma escala graduada para servir de orientação nas fotografias. Uma etiqueta padrão contendo informações, como o número do furo e o número das caixas, deverão ser posicionados de forma que não omitem detalhes dos testemunhos de sondagem a serem fotografados.

Quando houver presença de minério, a sugestão seria cortar/serrar um pedaço do testemunho ao meio e deixar exposto à parte interna do mesmo para melhor visualização na imagem.

Digitalização dos dados.

As imagens deverão ser arquivadas no banco de dados da empresa. No computador,  todas devem ser renomeadas de forma que fiquem evidentes as informações do a mesma se trata, geralmente, com os dados do seguinte exemplo: NÚMERODOFURO_CX_01_02.

Assim como as fotografias, a planilha com a relação das testeiras contendo a profundidade inicial e a final de cada caixa do furo, deverá ser digitalizada e arquivada no banco de dados.

Concluindo…

Seguir os passos na sequência acima facilita e aperfeiçoa os trabalhos com testemunhos de sondagem rotativa, possibilitando assim uma alta na produtividade e poucas possibilidades de erro nos trabalhos realizados no galpão pelo Técnico em Mineração.

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