O refino do petróleo segue normas rígidas de segurança e qualidade. O petróleo em sua estrutura, pode ser definido como uma substância escura, oleosa, formada de moléculas de carbono e hidrogênio, eventualmente podendo ser acrescido de oxigênio, nitrogênio, enxofre, etc.

Primeiro Parágrafo

É um recurso natural não renovável, que necessita de prévios estudos geológicos para a sua prospecção. Esses estudos analisam as propriedades das rochas ainda na superfície, e os resultados apontam as suas características sob a superfície marítima.

Para que se possa assegurar a existência de petróleo nessas rochas submersas, será necessário que esses estudos confirmem a ocorrência de uma grande quantidade de matéria orgânica com boas características, depositadas em sua estrutura rochosa.

Após a confirmação de um depósito petrolífero, inicia-se as atividades de exploração, desenvolvimento, produção e transporte para beneficiamento (upstream), posteriormente refinado (midstream) e distribuído (downstream), para se transformar na principal fonte de energia existente.

O refino do petróleo

O refino do petróleo consiste, basicamente, na separação das suas moléculas através do aumento da temperatura a que é submetido. Esse processo elimina ou pelo menos diminui a quantidade de impurezas, devendo ser executado, esse procedimento, dentro de rígidas normas técnicas de qualidade e segurança.

Segue o processo de aquecimento e alta pressão, onde ocorre a separação dos seus vários derivados: gás de cozinha, gasolina, diesel, óleos lubrificantes, etc.

Diversas técnicas são utilizadas nesse processo de separação dos seus hidrocarbonetos leves dos pesados: separação, que é um procedimento físico, onde através da sua exposição às temperaturas elevadas ocorre uma decomposição nos seus mais diversos derivados para o consumo. Conversão, procedimento de ordem química, onde as ligações moleculares são quebradas facilitando o processo de refino.

Tratamento, também de natureza química, porém com o objetivo de eliminar impurezas e melhorar as suas características. E, por fim, técnicas auxiliares, onde os resíduos dos processos acima são devidamente tratados, como contributo ao meio ambiente.

Os derivados do petróleo

refino do petróleo

Ao processo de refino do petróleo, segue a extração dos seus derivados: gás natural, éter, gasolina, diesel, óleos lubrificantes, asfalto, piche, e demais produtos.

Esse processo é chamado de Destilação Fracionada, e é executado da seguinte maneira: entre 20 e 60 graus o resultado é a obtenção de gás natural e éter, por exemplo. Entre 40 e 200 graus obtém-se a gasolina. Entre 250 e 350, o resultado é o diesel e demais substâncias; além de outros derivados que são obtidos como consequência de temperaturas intermediárias a estas.

Todo esse procedimento exige altíssimos investimentos, a fim de que cada barril de petróleo bruto possa ser aproveitado ao seu máximo, gerando uma quantidade esperada de barris de petróleo processado, com comprometimento mínimo do meio ambiente.

Segundo a American Petroleum Institute (API), o petróleo é melhor classificado de acordo com a sua densidade, sendo que ele é considerado leve quando possui uma quantidade menor de compostos químicos; e pesado quando os possui em grande quantidade. Significa dizer que: quanto menor a sua densidade, maior o seu valor pela API. E quanto maior sua densidade, menor o seu valor.

O petróleo e o meio ambiente

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, um barril de petróleo bruto em seu processo de refino é capaz de emitir cerca de 437 kg de CO2 na atmosfera, fazendo do setor petrolífero o maior responsável pela emissão desse gás e um dos grandes vilões para o meio ambiente.

A exploração e produção de petróleo são capazes de resultar numa deterioração do solo, emissão de gases para o efeito estufa, vazamento de óleo no mar; além de vários outros transtornos oriundos da sua prospecção.

Além desses, pode também produzir rejeitos líquidos e sólidos extremamente poluentes, inclusive, perigosos à saúde humana. O lençol freático pode também ser contaminado por diversos tipos de sulfetos, enxofre, amônia; sendo flagrante os riscos da sua prospecção, principalmente, com relação à água e o ar.

De acordo com as metas do Protocolo de Kyoto (pacto assinado entre quase 200 países para a redução progressiva da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa), um mínimo de 5,2% de redução desses gases em nível mundial já seria um bom começo e, nesse contexto, a indústria petrolífera é o principal ator convocado a contribuir com essas metas.

O futuro da produção de petróleo

Pensando em como contribuir para a minimização dos impactos negativos da exploração do petróleo, algumas iniciativas, mesmo ainda tímidas, já são postas em prática pela indústria com o objetivo de reeducar o setor.

Já existem estudos em andamento sobre a possibilidade de se produzir objetos plásticos de origem vegetal e com um maior poder de biodegradação se comparado aos produtos fabricados pela indústria petroquímica; são os chamados bioplásticos.

Também há uma iniciativa de desenvolver estudos sobre a possibilidade de enviar o CO2 diretamente para o subsolo através da sua compressão e envio para espécies de “reservatórios subterrâneos” devidamente estruturado para esse fim.

Ainda, a possibilidade de acabar com o flaring, aquela queima do gás realizado nas plataformas petrolíferas; além do desenvolvimento de energias capazes de substituir, a médio prazo, a energia produzida por combustíveis fósseis.

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